A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou hoje a morte do ‘designer’ José Santa-Bárbara, recordando-o como “artista multifacetado” que “deixou uma marca muito particular na nossa Cultura”.
Numa mensagem publicada na sua página na rede social X, Margarida Balseiro Lopes afirma que José Santa-Bárbara “sobressaiu com intervenções plásticas em espaços públicos e como autor de capas de discos de José Afonso”, deixando “uma marca muito particular na nossa Cultura”.
O designer José Santa-Bárbara, autor de nove capas de discos de José Afonso, entre as quais “Cantigas do Maio” e “Cantares do Andarilho”, morreu esta terça-feira, anunciou o PCP, que o recordou como um dos maiores artistas portugueses e um militante comunista “sempre presente”.
Nascido em 1936, nas Caldas da Rainha, o artista plástico e designer José Santa-Bárbara foi recordado pelo PCP, partido em que militava desde jovem, pela sua “relevante e extensa” obra nas artes visuais, em áreas como a escultura, a pintura, a medalhística, a ilustração e o design.
O percurso de José Santa-Bárbara ficou marcado pela autoria de nove capas dos discos de José Afonso, como “Venham mais Cinco”, “Eu Vou Ser Como a Toupeira, “Contos Velhos, Rumos Novos” e “Traz Outro Amigo Também”, assim como pelo logótipo da CP, pelas intervenções plásticas nas estações de Entrecampos e Santa Apolónia do Metropolitano de Lisboa e das estações ferroviárias do Pragal, Entrecampos e Rossio.
José Santa-Bárbara concebeu também as capas de álbuns como “A Invenção do Amor e Outros Poemas de Daniel Filipe”, de Mário Viegas, “Notícias d’Abril”, de Adriano Correia de Oliveira, “O Despertar dos Alquimistas”, de Fausto, “Carta de Nha Cretcheu”, de Ana Firmino, e “Não Lugar”, de O Gajo, entre outros.
Em 2023, a obra do artista plástico foi revisitada por Abel Soares da Rosa, a partir do seu trabalho com José Afonso, no livro “Santa-Bárbara Capista de Zeca”.
Numa nota hoje divulgada, o PCP assinalou que Santa-Bárbara participou no MUD Juvenil e na VII Exposição Geral de Artes Plásticas, “importantes espaços e momentos de resistência ao fascismo”, tendo integrado, desde sempre, as Bienais de Artes Plásticas da Festa do Avante!”.
“Durante a sua vida, o seu intenso e diversificado trabalho nas artes visuais foi sempre consonante com o seu empenho nas atividades do PCP. Portugal perde um dos seus maiores artistas, o Partido um seu ativo e sempre presente militante”, lê-se, na nota.
Por: Cultura/Cultura Lusa
Fonte: Cultura ao Minuto